Pelo menos uma vez na vida todo mundo vai sentir uma dor de cabeça – mais especificamente a chamada cefaleia. Motivos não faltam para isso: vão do estresse diário às alterações hormonais. Mas há uma boa notícia: a grande maioria das dores de cabeça é passageira e resolvida com o auxílio de medidas simples.
É preciso evitar o uso excessivo de analgésicos, já que muitas dores passam rapidamente.O uso abusivo pode tornar a cefaleia mais intensa e mais frequente – em termos médicos, "cronificar" a dor. Mesmo nesse caso o tratamento começa com a interrupção do uso excessivo de remédios, com auxílio do médico.
As dores de cabeça são classificadas em primárias e secundárias.
Dores primárias
Não estão relacionadas a uma doença, nem têm causa definida. As mais comuns são a cefaleia tensional e a enxaqueca.
- Cefaleia tensional
Causa sensação de aperto na cabeça, como se ali houvesse um capacete. De intensidade leve a moderada, não impede as atividades diárias e melhora com a ajuda de medicamentos e a prática de atividades físicas. Pode ser desencadeada por estresse, fatores psicológicos ou comportamentos errados, como tomar café em excesso.
- Enxaqueca
Doença crônica muitas vezes confundida com dor de cabeça, a enxaqueca é ocasional e, por isso mesmo, muitas vezes acaba não sendo tratada. Costuma provocar dor unilateral e latejante e é acompanhada de náuseas, vômitos, intolerância à luz, ao barulho e odores fortes. Qualquer estímulo externo, como andar ou escutar buzinas, pode ser um tormento.
Pode ser causada por:
- alterações hormonais e de neurotransmissores;
- excesso de exposição ao sol;
- sono prolongado;
- alimentos como queijos, chocolate e cafeína;
- odores fortes;
- consumo de bebida alcoólica.
"A ansiedade e a depressão também podem estar presentes nos pacientes que sofrem de enxaqueca e desencadear crises a cada instabilidade emocional", afirma o dr. Eliova Zukerman, neurologista do (Einstein).
As mulheres podem sofrer por causa da variação hormonal, causada pelo período menstrual – e, nesses casos, as crises desaparecem durante a gravidez e após a menopausa.
"É importante lembrar que cada ser humano tem seus fatores desencadeantes da cefaleia. O que pode causar dores terríveis em alguém não influencia outras pessoas", alerta ainda o médico.
Dores secundárias
Podem estar relacionadas a outras doenças, como meningite e hipertensão, tumores e inflamações. A dor é muito intensa, constante e vem acompanhada de outros sintomas, como rigidez na nuca, dificuldades para falar, fraqueza ou alterações na sensibilidade dos braços, pernas ou face.
Prevenção e tratamento
As pessoas cometem o erro de tomar o medicamento quando começa a crise e querem efeito imediato
A partir do momento em que as causas da dor de cabeça são identificadas, é possível preveni-la e tratá-la. A primeira atitude é simples: ficar longe dos vilões que desencadeiam o problema. "Mas quando a dor torna-se crônica, o melhor é procurar um especialista e ir fundo nas causas, para não comprometer a qualidade de vida", aconselha o dr. Zukerman.
Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito com analgésicos, anti-inflamatórios e medicamentos específicos para dor de cabeça. Deve-se tomar cuidado apenas com o exagero. Aconselha o especialista: "As pessoas cometem o erro de tomar o medicamento quando começa a crise e querem efeito imediato, o que nem sempre é possível. É nesse momento que os pacientes aumentam as doses por conta própria e podem prejudicar a saúde".
No caso da enxaqueca, o tratamento é realizado em duas etapas. Primeiro é preciso combater as crises com medicamentos de efeito rápido. Depois é a vez de prevenir, também com remédios. "A escolha da medicação cabe ao médico, que antes faz a análise clínica do paciente para identificar o que é mais adequado", diz o dr. Zukerman.
A partir do momento em que as causas da dor de cabeça são identificadas, é possível preveni-la e tratá-la. A primeira atitude é simples: basta ficar longe dos vilões que desencadeiam o problema. "Mas quando a dor torna-se crônica, o melhor é procurar um especialista e ir fundo nas causas, para que o problema não comprometa a qualidade de vida", afirma dr. Zukerman.
Enxaqueca sob controle
Muitas vezes confundida com dor de cabeça, a enxaqueca é uma doença crônica e, por aparecer ocasionalmente, em geral não é tratada. A crise pode durar de 4 a 72 horas.
Os fatores desencadeantes das crises de enxaqueca são basicamente os mesmos que os das simples dores de cabeça e devem ser identificados rapidamente para evitar novas crises. "A ansiedade e a depressão também podem estar presentes nos pacientes que sofrem de enxaqueca e desencadear crises a cada instabilidade emocional", afirma o dr. Zukerman.
Nas mulheres, há outro motivo para a incômoda enxaqueca: a variação hormonal, causada pelo período menstrual. Felizmente, durante a gravidez e após a menopausa, as crises desaparecem.
O tratamento da enxaqueca é realizado em duas etapas: primeiro, é preciso combater as crises com medicamentos de efeito rápido. Depois, é a vez de prevenir, também com remédios. "A escolha da medicação cabe ao médico, que antes faz a análise clínica do paciente para identificar o que é mais adequado", afirma o neurologista.