Um novo olhar para o câncer de mama
Entre campanhas de conscientização e avanços da medicina, pacientes com câncer de mama ganham maiores possibilidades de cura e oportunidade de viver com mais qualidade. Embora seja o tumor maligno mais recorrente entre as mulheres, os progressos para combater a doença são significativos e hoje é possível afirmar que um caso de câncer de mama – detectado logo no início – tem grandes chances de cura.
Segundo dr. Auro Del Giglio, gerente médico do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), o foco atualmente é trabalhar com equipes multidisciplinares, para garantir o tratamento integral das pacientes. Acompanhando essa tendência, o HIAE está estruturando o Programa Integrado para Pacientes com Câncer de Mama, que vai oferecer amplos recursos, tecnologia de ponta e acompanhamento para garantir que a paciente se sinta acolhida. “Todos os recursos já disponíveis no HIAE estão sendo reestruturados para iniciar um programa com visão integral e proporcionar o melhor tratamento possível”, explica o dr. Giglio.
As pacientes terão o acompanhamento da enfermeira case manager Cláudia Toledo de Andrade. Ela é responsável por assistir cada uma das mulheres encaminhadas ao programa, desde sua chegada até os momentos finais do tratamento, quando as pacientes estão em casa. Os especialistas envolvidos no tratamento também trabalharão com a visão integral de uma equipe multidisciplinar, composta de mastologistas, oncologistas, enfermeiros e psicólogos.
Diagnóstico precoce
Quando se fala em tratamento para câncer de mama, uma das questões mais importantes é o diagnóstico precoce. Caso o tumor seja encontrado logo no início, as chances de cura são significativas. Mas, para que isso ocorra, é preciso um trabalho de conscientização para a realização dos exames diagnósticos.
Os mais adequados são:
- mamografia: indicada para mulheres a partir dos 40 anos e excepcionalmente aos 35 anos, caso pertençam ao grupo de risco;
- ultrassonografia e ressonância magnética: a grande aposta dos mastologistas pela eficácia e precisão na detecção de nódulos, por menores que sejam.
Fazem parte do grupo de risco e devem ter atenção redobrada as mulheres que têm histórico familiar de câncer de mama, menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa tardia, as que tiveram o primeiro filho com idade próxima dos 20 anos e não o amamentaram e as que realizam tratamento à base de hormônios.
Tratamento completo
Em todos os casos é necessário retirar o tumor por meio de cirurgia. Depois o tratamento prossegue com sessões de radioterapia e quimioterapia e, por fim, a hormonioterapia, que age nos hormônios relacionados ao desenvolvimento tumoral - os estrógenos. “Essa fase do tratamento leva de cinco a dez anos depois da cirurgia. Enquanto a radioterapia e a quimioterapia se estendem por seis meses”, explica Cláudia.
Há uma opção, que pode parecer radical, mas está se tornando mais frequente porque passou a ser encarada como forma de prevenção: a mastectomia – retirada das mamas - antes do aparecimento de qualquer sinal da doença.
A cirurgia reduz em 90% os riscos de desenvolver um tumor. O dr. Giglio salienta que esse procedimento cirúrgico só é realizado em mulheres com alto risco de desenvolver a doença.
Publicada em outubro/2007
Atualizada em novembro/2009