Durante os noves meses de gestação, a mulher desenvolve milhões de células para dar forma e saúde ao bebê que está para chegar. Após o nascimento, sua contribuição para o crescimento saudável do pequeno está no aleitamento.

Para mostrar a importância da amamentação e incentivá-la, a World Alliance for Breastfeeding Action (Waba) promove a Semana Mundial de Comemoração do Aleitamento, na primeira semana de agosto, com ações em prol desse ato.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sociedade de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria, é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.
“O leite materno é o melhor alimento para o bebê, pois atende às necessidades nutricionais, físicas e psíquicas”, diz a Enfermeira Maria Fernanda Dornaus, Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). “Também protege contra infecções, alergias, diarreias e pneumonias, devido à transferência de fatores imunológicos da mãe para o filho.”
A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos.
O leite materno é o melhor alimento para o bebê, pois atende às necessidades nutricionais, físicas e psíquicas
A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto, entre outros benefícios.
Primeira refeição
A primeira refeição do bebê pode ser comparada a uma vacina. Assim que ele nasce, a mãe produz o colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A partir do sétimo dia, essas características vão se esvaindo, dando lugar ao leite maduro, composto de água, proteínas, carboidratos, gorduras, responsáveis pelo desenvolvimento do sistema nervoso e fonte de energia, além de vitaminas, minerais e imunoglobulinas, que protegem o pequeno.
“Há ainda a lactose, que favorece a absorção do cálcio, reduz o risco de raquitismo e promove a formação de uma flora específica no intestino do bebê, que dificulta o crescimento de bactérias causadoras de doenças”, afirma Maria Fernanda.
Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra. Mas pode-se continuar amamentando a criança até os 2 anos de idade, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outros, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança.
Cuidados essenciais
Algumas mulheres sentem mais fome no período do aleitamento, pois o gasto de energia pode aumentar em até 30%. Por isso, embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia.
Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool pode passar para o leite cerca de 30 a 60 minutos depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno.
Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. “Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões”, diz Maria Fernanda. O correto é lavá-los normalmente, durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação.
Grupo de apoio no Einstein
Para incentivar a amamentação e sua continuidade, além de auxiliar mães que tiverem dúvidas durante sua estada na maternidade, o Einstein conta com o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM).
Formado por 14 profissionais – entre enfermeiras, obstetras, psicólogas, nutricionistas, pediatras e fonoaudiólogas –, seu papel é padronizar condutas assistenciais e elaborar treinamento para a equipe multiprofissional da Maternidade. O GAAM reúne-se mensalmente para atualizar-se e trocar experiências sobre o tema. “Todos os profissionais são treinados e devem seguir uma conduta dentro do hospital para melhorar a eficácia e a qualidade de assistência às futuras mamães”, afirma Regina Aparecida de Andrade, enfermeira responsável pelo GAAM.
Publicada em agosto/2009
Atualizada em novembro/2009
Deixe um comentário
Caracteres restantes:
500
Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.