Proteja-se

Proteja-se das doenças respiratórias

O inverno está chegando... E junto com os dias ensolarados e frios vêm também as doenças respiratórias. Nas ruas, escolas, shoppings – em todos os lugares – é frequente encontrar pessoas com tosse, coriza e até abatidas pela febre.

Proteja-se das doenças respiratóriasResfriado e gripe, por exemplo, manifestam sintomas semelhantes; entretanto, os vírus que provocam essas doenças são diferentes. O Influenza é o responsável pela gripe, cujos sintomas são mais intensos, como febre alta, dores musculares e indisposição. O Rinovírus é ocausador dos resfriados, que provocam sintomas e sensação de mal estar menos intensos.

Lá vem a gripe

As doenças das vias respiratórias, cuja proliferação torna-se fácil com o frio, pois as pessoas tendem a ficar em locais fechados - e os vírus são transmitidos por meio do ar e do contato - principalmente pelas mãos dos indivíduos doentes. Os sintomas são: febre, coriza, obstrução nasal, dores pelo corpo e cansaço; podem ocorrer também chiado no peito e aumento de secreção nos pulmões.

Atitudes simples, como a higiene das mãos - com água e sabão ou com gel alcoólico - e utilizar de 'tosse com etiqueta', cobrindo a boca e o nariz com o braço, quando tossir ou espirrar, contribuem em muito para a diminuição da disseminação dos vírus que transmitem essas doenças

A bronquiolite (inflamação nos bronquíolos) é uma doença muito comum no inverno, que ocorre mais frequentemente em crianças menores de 6 meses e é causada pelo vírus respiratório sincicial. Dependendo da gravidade, o tratamento poderá necessitar de internação hospitalar.

Segundo dr. Joaquim Carlos Rodrigues, coordenador do Centro de Doenças Respiratórias da Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), “os grandes sinalizadores são a respiração rápida e difícil, além de dificuldade para mamar”.

A melhor forma de prevenção ainda é a vacinação, principalmente no caso da gripe. Mas as pessoas devem tomar alguns cuidados diários para ficar longe dos problemas respiratórios. Devem-se evitar lugares fechados, aglomerações e contato com quem estiver gripado. Vale também manter os ambientes bem ventilados.

Quando o problema respiratório se instala, em geral, cabe apenas tratar os sintomas. Os medicamentos servem para atenuar a coriza, a febre e as dores no corpo. Os médicos também orientam os pacientes a fazer repouso, a manter alimentação equilibrada e a ingerir muito líquido. As doenças respiratórias causadas por vírus podem baixar a resistência do organismo - pois atingem o sistema imunológico – e facilitar a instalação de infecções bacterianas, como a pneumonia, a otite e a sinusite.

Alergia: quem não tem?

O frio, a falta de chuva e a poluição – típicos do inverno –, fazem o cenário ideal para agravar um outro problema muito comum: a alergia respiratória, cujas manifestações mais frequentes são a rinite e a asma.

A higiene do ambiente, assim como evitar a exposição a esses fatores, é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem tem alergia

As alergias são determinadas por uma predisposição genética, isto é, as pessoas nascem com essa capacidade e poderão manifestá-la em qualquer fase da sua vida. “O problema não precisa necessariamente ser respiratório - a alergia pode ser na pele e até no estômago. A boa notícia é que, em geral, o problema diminui com o aumento da idade”, afirma o dr. Pedro Mangabeira, otorrinolaringologista do HIAE.

A alergia pode se manifestar ou se intensificar por exposição a vários fatores do ambiente, tais como tapetes, cortinas, bichos de pelúcia, produtos com cheiro forte, fumaça de cigarro, inseticidas, bolor, pelos de animais e alguns tipos de alimentos.

“A higiene do ambiente, assim como evitar a exposição a esses fatores, é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem tem alergia”, enfatiza o dr. Rodrigues.

Não há cura para as alergias, mas existem formas de tratamento que podem amenizar os seus sintomas. Quem tem alergia respiratória, por exemplo, pode procurar o apoio de especialistas nessa área (podem ser pediatras, pneumologistas, otorrinolaringologistas ou alergistas). Eles podem receitar medicamentos para o controle da alergia. O alergista pode ainda, em casos selecionados e mais intensos, indicar um tratamento com vacinas especialmente formuladas - a chamada imunoterapia -, cuja função é melhorar a tolerância e reduzir a sensibilidade aos causadores da alergia. Esse tipo de tratamento é mais demorado e os resultados são obtidos em longo prazo.

Publicada em agosto/2007

Atualizada em abril/2010

     

 

 

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