Procedimento é mais indicada para idosos e pacientes com preocupação estética
O Einstein é um dos poucos centros hospitalares do País a contar com uma moderna técnica para tratamento e prevenção de alguns tipos de câncer da pele, assim como em lesões chamadas pré-cancerosas, sem necessidade de cirurgia e sem deixar cicatrizes.
A Terapia Fotodinâmica (Photodynamic Therapy ou PDT) é uma das mais avançadas no tratamento destes tipos de lesões e funciona por meio de uma reação fotoquímica, em que há a combinação da incidência de laser sobre uma região da pele onde é aplicado um corante específico. O produto é absorvido principalmente por células cancerosas e pré-cancerosas, que as destrói seletivamente por meio de um processo de oxidação celular e preserva a pele normal.
Dentre as lesões mais comuns que podem ser tratadas pela terapia fotodinâmica estão:
- Carcinoma Basocelular superficial
- Carcinoma Espinocelular inicial
- Queratoses actínicas múltiplas
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer da pele mais comum entre as pessoas mais claras e dificilmente provoca metástase - formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra. O tipo espinocelular - também maligno - se não for tratado em tempo pode dar origem a metástases para outros órgãos.
Já as queratoses actínicas, que são lesões consideradas pré-malignas, necessitam tratamento precoce para que não se transformem em um câncer da pele.
O procedimento
A terapia fotodinâmica inicia-se da seguinte forma: um corante específico - absorvido seletivamente por células cancerosas e pré-cancerosas - é aplicado sobre a lesão. Após aplicação, a região é coberta para não receber nenhum tipo de luz, enquanto o paciente espera por cerca de três horas até o início do procedimento.
Logo após este período, a região recebe a luz vermelha de um laser que ativa o corante, eliminando as células doentes e aquelas passíveis de câncer ao redor da lesão. Cada lesão recebe uma média de oito minutos de incidência de luz.
No caso das queratoses actínicas, o tratamento geralmente necessita de uma a duas sessões, com intervalo de um mês. No tratamento de carcinomas, são recomendadas duas sessões, com intervalo de uma semana entre elas.
Benefícios
Ideal para as lesões mais superficiais, os benefícios da terapia fotodinâmica vão além do resultado estético.
"Além de não deixar cicatrizes e de proporcionar eficiência significativa, o procedimento também trata de lesões que ainda não seriam possíveis de serem observadas, ou seja, presentes nas regiões próximas às lesões tratadas, que também poderiam ser consideradas de risco", explica a dermatologista do Einstein, dra. Teresa Makaron Passarelli.
"Outro grande benefício é nos ajudar a identificar e diagnosticar futuras lesões e, segundo estudos recentes, melhorar a imunidade da pele do paciente em relação a lesões futuras", afirma a médica.
Técnicas tradicionais
Até o surgimento da terapia fotodinâmica, o tratamento tradicional mais efetivo contra o câncer da pele - incluindo aqueles de nível superficial - era a cirurgia de extração, com corte e sutura da própria lesão e da região ao redor, que atingia tecidos saudáveis, deixando expressiva cicatriz.
Outras técnicas tradicionais de tratamento utilizadas são principalmente: crioterapia (aplicação de nitrogênio líquido), curetagem e eletrocoagulacão, laser de CO2, radioterapia, radiumterapia, cauterização química e aplicação de pomadas imunomoduladoras.
Biópsia e resolutividade
Uma das principais razões para que a terapia fotodinâmica seja a opção de tratamento escolhida em comum acordo entre médico e paciente é o fato de que ela não deixa cicatrizes, já que não há corte, nem sutura da pele e, regra geral, não necessita de anestesia local.
Normalmente, a biópsia da lesão - procedimento que pode deixar pequena marca na pele – é realizada antes das sessões, quando há suspeita de câncer da pele. É, também, pela biópsia que se decide o tratamento e se calcula a porcentagem de resolutividade da terapia. Na maioria dos casos, a terapia se aproxima do nível de resolução da cirurgia, em lesões superficiais, e é em torno de 90% na média.
Para acompanhamento do resultado, após o procedimento, o paciente retorna ao médico duas vezes em um intervalo de um mês. Depois disso, em seis meses e, anualmente, durante o período recomendado para cada tipo de lesão.
"Temos observado que quando os pacientes necessitam repetir o tratamento, normalmente é por que continuaram se expondo ao sol ou não se protegeram, e não porque a lesão tratada reincidiu", explica outro dermatologista do Einstein e admirador da técnica, dr. Mário Grinblat.
Indicações
O tratamento pode ser realizado em qualquer região do corpo e é ideal para pacientes que tomam medicamentos anticoagulantes e idosos que não podem ou preferem não passar por um procedimento cirúrgico.
Também pode ser indicado como alternativa para o tratamento de acne – para indivíduos que não podem ou não querem fazer uso de medicamentos por via oral - e na extração de hiperplasia sebácea (pequenas ‘bolinhas de gordura’, comumente presentes ao redor dos olhos).
Pode ainda ser utilizado em alguns casos de pacientes com rosácea (vasinhos vermelhos que podem gerar lesões similares à acne), no tratamento de queilite actínica (lesões decorrentes da exposição solar nos lábios), e o mais indicado para atender, da melhor forma possível, às pessoas que buscam bom resultado funcional e estético.
Publicada em jan/2011