Tecnologia e Inovação

Arritmia sob controle

O coração é como o motor de um carro. É esse órgão de cerca de 300 gramas que faz com que a “máquina” que é o corpo humano funcione a pleno vapor.

É um músculo entremeado de veias e artérias. Bate em média 80 vezes por minuto bombeando sangue para o organismo. Mas, nem todo coração é ritmado. Alguns batem demais, outros, menos. É o caso de quem sofre de arritmia: o distúrbio do ritmo cardíaco.

Quando o coração bate acelerado, mais de 100 vezes por minuto, trata-se da taquicardia. Se as batidas são poucas, abaixo de 60 por minuto, é bradicardia. Esses dois tipos de arritmia apresentam inúmeros subtipos, o que torna as estimativas de quantos brasileiros sofrem do problema escassas. Cada tipo apresenta características clínicas, epidemiológicas, terapêuticas e prognóstico diferentes. Dessa forma os pacientes precisam de atendimento especializado.

Os médicos do Einstein encontram toda a estrutura do centro e tem à disposição consultores especialistas para o direcionamento eficaz de seus pacientes

Por conta de tamanha diversidade o HIAE lançou em agosto de 2008 o Centro de Arritmias Cardíacas Einstein que conta com profissionais especializados e a mais alta tecnologia para diagnosticar e tratar o descompasso cardíaco que, nos casos mais graves, pode ser fatal.

O Centro foi planejado a partir de referências mundiais e nacionais como Cleveland Clinic, Mayo Clinic, ambas nos Estados Unidos e Unifesp. “Os médicos do Einstein encontram toda a estrutura do centro e tem à disposição consultores especialistas para o direcionamento eficaz de seus pacientes”, explica a dra. Denise Tessariol Hachul, coordenadora do Centro.

Tecnologia de ponta

Tratamentos cada vez mais eficazes e que garantam a qualidade de vida dos pacientes estão entre os objetivos do Centro que, além dos exames tradicionais como o holter – que poderá ser realizado por 24h, 48h ou até 7 dias – oferece equipamentos de última geração, como o sistema de monitorização loop evente recorder. O aparelho atualiza continuamente o eletrocardiograma do paciente e o grava na memória. Permite também o acionamento do modo de gravação de eventos, caso ocorram sintomas anormais.

Outro diferencial é a ablação por cateter. “Esse método revolucionou o tratamento das arritmias cardíacas pois melhora a qualidade de vida dos pacientes e tem custo menor que o do tratamento medicamentoso em longo prazo”, afirma a dra. Fátima Dumas Cintra, cardiologista especialista em Eletrofisiologia Clínica do Centro de Arritmias Cardíacas Einstein.

Esse procedimento consiste na “cauterização” de áreas do coração responsáveis pela origem das arritmias. “São produzidas lesões bem delimitadas, medindo de 4 a 6 milímetros na região responsável pela arritmia, o que as elimina definitivamente”, explica a dra. Fátima.

O sistema eletroanatômico é utilizado para mapear as áreas que apresentam arritmias para que seja realizada a ablação por cateter. O equipamento diminui a exposição aos raios-X durante o procedimento, o que garante maior eficácia. “Quando se quer cauterizar um foco de arritmia, é necessário antes mapear o coração e localizar a sua origem. Esse sistema realiza o mapeamento com bastante precisão”, garante a dra. Denise.

Equipe multidisciplinar

O Centro conta com uma equipe de especialistas para avaliar cada caso e propor as mais indicadas estratégias de tratamento. Serão quatro médicos arritmologistas clínicos na área não-invasiva, duas equipes de eletrofisiologistas intervencionistas e médicos consultores. O trabalho é realizado em conjunto com a equipe da Reabilitação Física e Cardiologia Esportiva, para avaliação cardiológica de atletas.

Pubicada em agosto/2008

Atualizada em novembro/2009

     

 

 

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