A ecoendoscopia (EE) nasceu da fusão de um transdutor de ultrassom à ponta de um aparelho de endoscopia. Assim, além de permitir o exame da mucosa do aparelho digestivo, pode-se examinar toda a parede do tudo digestivo e alguns órgãos anexos (vesícula, pâncreas, fígado etc.).
Por ser um procedimento muito mais complexo que a endoscopia digestiva alta (EDA), a EE só deve ser realizada em locais com infraestrutura completa e por profissionais devidamente treinados.
Apesar da grande evolução dos métodos diagnósticos não invasivos (ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética, entre outros) a EE ainda mantém um lugar de destaque no estudo minimamente invasivo do tubo digestivo e órgãos anexos.
Como é feito?
O exame é realizado pela da passagem de um ecoendoscópio (tubo flexível com uma câmara na sua extremidade, acoplada a um transdutor de ultrassom) através da boca, até o duodeno.
No Hospital Israelita Albert Einstein os exames são realizados, rotineiramente, sob anestesia, sempre com a presença de um anestesiologista.
Para seu maior conforto e segurança contamos com o que há de mais moderno em suporte e monitorização. Nestas condições, o procedimento é praticamente indolor. Algumas vezes esse procedimento é realizado com o paciente internado.
O exame tem duração aproximada de 30 minutos. Dependendo da necessidade de algum procedimento associado, como biópsia, por exemplo, este tempo pode aumentar. Devido à sedação/anestesia recebida, é indispensável a presença de um acompanhante.
Antes do exame, médicos e enfermeiras da Endoscopia estarão à sua disposição para esclarecimento de dúvidas.
É importante que você informe sobre exames realizados anteriormente, se tem alergias ou se já apresentou reações a algum tipo de medicação. Será necessária a assinatura de um Termo de Consentimento Informado, autorizando a realização do exame e da anestesia.
Após ser colocado em uma posição confortável (decúbito lateral esquerdo), uma veia será puncionada para a administração do sedativo. Um cateter de oxigênio será instalado abaixo do nariz.
Ao término do exame permanecerá na sala de recuperação até seu total restabelecimento (geralmente 1 hora) e término do desjejum que lhe será oferecido. O paciente poderá sentir um leve desconforto abdominal causado pela insuflação de ar. É importante não dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes logo após o procedimento.
Indicação
Diagnóstico e tratamento de:
- Icterícia
- Investigação de cálculos (pedras) nas vias biliares
- Pancreatite aguda
- Pancreatite crônica
- Cálculos (pedras) no ducto pancreático
- Cistos e estenoses (estreitamento) das vias biliares e pancreáticas
- Estadiamento dos tumores esofágicos, gástricos, pancreáticos, biliares e retais
- Punção de lesões para obtenção de material para análise
Avaliação de:
- Complicações de procedimentos cirúrgicos das vias biliares e pancreáticas
- Desconforto abdominal refratário a tratamento
- Dor abdominal de origem desconhecida
- Desconforto abdominal com sinais de alarme (por exemplo: emagrecimento)
- Pacientes com suspeita de neoplasia
- Estudo de vasos abdominais
- Esclarecimento de achado de outros exames
- Seguimento: após cirurgias, transplantes etc.
Indicações emergentes da EE incluem:
- Estadiamento após quimioterapia e radioterapia
- Detecção de pequenos carcinomas invasivos em pacientes com esôfago de Barrett
- Avaliação de lesões tumorais antes da realização de mucosectomia
- Biópsia de nódulos hepáticos
- Avaliação e tratamento de pacientes com hipertensão portal.
Contraindicação
Gravidez.
Preparo
É necessário jejum de, no mínimo, 8 horas (para uma correta avaliação da mucosa). Se o paciente fizer uso continuado de qualquer medicação, é necessário que ele consulte seu médico sob como proceder. Se for necessária a administração de algum medicamento, tomá-lo apenas com um pequeno gole de água.
Outras informações
As biópsias, punções e coletas de material para análise laboratorial e/ou cultura serão realizadas sempre que seu médico ou o endoscopista responsável pelo seu exame julgarem necessário, por exemplo: estenoses, infecções, tumores. Estes procedimentos são feitos por meio da passagem de uma agulha ou uma pinça pelo interior do aparelho, com coleta de pequenos fragmentos ou de líquidos/secreções. Estes materiais são enviados ao Serviço de Anatomia Patológica ou Laboratório para estudo.
Procedimentos Terapêuticos
Em algumas situações, a EE pode apresentar um caráter terapêutico como, por exemplo:
- Drenagem ecoguiada dos pseudocistos pancreáticos
- Neurólise ecoguiada do plexo celíaco
- Paracentese guiada pela ecoendoscopia
- Colangiografia ecoendoscópica
- Tratamento paliativo de tumores em vias biliares e pancreáticas (injeção ecoguiada)
- Colocação de próteses, drenos
- Ablação de tumores pancreáticos (radiofrequência, braquiterapia, imunoterapia ou terapia genética)
- Desenvolvimento de anastomoses bílioentéricas
O que faço para tirar dúvidas?
Entre em contato com a Central de Atendimento Einstein pelo telefone (11) 2151-1233.