A mamografia é o exame de imagem da mama mais utilizado para o diagnóstico do câncer de mama. As imagens obtidas – por meio de um aparelho dedicado, chamado mamógrafo – com as mamas comprimidas e emissão de raio X com baixas doses de radiação sob normas que garantem a segurança da paciente.
A mamografia possibilita a detecção de lesões pequenas que ainda não se disseminaram, reduzindo, em até 1/3, a mortalidade pelo câncer de mama.
Atualmente, existem duas modalidades de mamografia – a convencional e a digital. A principal diferença entre elas reside no modo de detecção e no processamento das informações obtidas pela passagem do raio X pela mama. Na mamografia digital o raio X atinge um detector que transforma a radiação em informações digitais que, por usa vez, são processadas por computador e convertidas em imagem. Estas imagens são enviadas para um computador e avaliadas, pelo médico radiologista, em tela de alta resolução.
O principal benefício da mamografia digital em relação à convencional é a melhora da detecção de lesões em mamas densas (mamas com predomínio do tecido fibroglandular em relação ao tecido gorduroso).
Em geral, recomenda-se mamografia anualmente para as pacientes a partir dos 40 anos de idade, sendo que esse intervalo pode mudar conforme orientação médica. O período ideal para a realização da mamografia é entre o 5º e o 10º dia do ciclo menstrual, pois as mamas estão menos sensíveis. Gestantes ou com suspeita de gravidez não devem realizar a mamografia.
Outras modalidades de exames empregadas no diagnóstico do câncer de mama incluem:
- Ultrassonografia:as imagens da mama são obtidas por ondas sonoras de alta frequência e o aparelho utilizado é o mesmo da ultrassonografia obstétrica, mudando somente o transdutor. A ultrassonografia atua de forma complementar à mamografia e não a substitui no rastreamento do câncer de mama. Ela é muito útil na detecção de pequenos nódulos que não são visíveis na mamografia em pacientes com predomínio de tecido denso nas mamas, podendo ser realizada de rotina conforme orientação médica.
- Ressonância magnética: Ressonância magnética: as imagens são obtidas por meio de um aparelho gerador de campo magnético e, assim como a ultrassonografia, não envolve radiação. Na ressonância magnética das mamas, há a necessidade de se utilizar a injeção do meio de contraste endovenoso na maioria dos casos, pois somente assim é possível detectar e analisar lesões. O meio de contraste utilizado é baseado no gadolínio. Diferentemente da mamografia e da ultrassonografia, a ressonância magnética não é empregada de rotina e sua realização é reservada para algumas situações indicadas pelo médico.
Por meio desses métodos de imagem, podem ser realizadas as biópsias percutâneas (não cirúrgicas) da mama por agulhas específicas, cujo objetivo é retirar amostras de uma lesão mamária para a análise microscópica pelo médico patologista.
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