O acidente vascular cerebral isquêmico ou isquemia cerebral é causado por um bloqueio na circulação sanguínea cerebral. Esse bloqueio pode ser por um fator local ou conseqüência da migração de pequenos coágulos a partir do coração ou das artérias que irrigam o cérebro.
A falta de circulação sanguínea cerebral pode levar à morte dos neurônios em poucas horas, sendo fundamental o reconhecimento dos sintomas para imediato tratamento em hospital. Este período entre o início dos sintomas e o início do tratamento é chamado de janela terapêutica, sendo de crucial importância pelo risco de transformação hemorrágica do território comprometido.
Os vasos ocluídos podem ser tratados por meio da destruição dos coágulos com medicamentos injetados na veia em até 3 horas, a partir do início dos sintomas. Outra possibilidade terapêutica é a injeção intra-arterial do medicamento no interior do coágulo com efeito local do mesmo, para destruição do trombo.
A retirada mecânica do coágulo (chamada de trombectomia percutânea) nos pacientes em que a utilização de trombolíticos não é recomendada pode ser realizada com materiais especialmente desenvolvidos para esta finalidade.
Os resultados do tratamento dependem da extensão da área comprometida e do tempo entre o início dos sintomas e o início da terapêutica. Antes do início do procedimento serão realizadas avaliação clínica e exames por imagem, pois isquemia cerebral recente, cirurgias recentes, hemorragias recentes, trauma recente, tumores cerebrais e hipertensão arterial de difícil controle, são contraindicações para utilização de trombolíticos.