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Cirurgia plástica: mais informação, menos risco

Essa intervenção é uma cirurgia com todas as suas implicações e deve ser tratada como tal. Saiba como garantir a segurança no procedimento.

Cada vez mais pessoas têm optado pela cirurgia plástica para corrigir ou melhorar algum aspecto em seu rosto ou no corpo. Segundo pesquisa realizada entre 2008 e 2009 pelo Datafolha em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são realizadas cerca de 629 mil cirurgias plásticas de médio e grande porte por ano no Brasil, sendo 73% intervenções estéticas e 27% reparadoras. Mais que preocupar-se com a estética, o paciente que decide fazer uma plástica deve levar em conta que se trata de uma cirurgia. E como tal, envolve riscos e precisa ser considerada com cautela.

Informar-se bem é o melhor recurso para uma cirurgia segura. Em primeiro lugar, é preciso checar se o médico escolhido é de fato um cirurgião plástico, especialidade que envolve cinco anos de formação além dos seis anos regulamentares de medicina. É importante também obter referências do cirurgião com outras pessoas. Caso a cirurgia seja realizada em uma clínica, é recomendável que ela esteja próxima a um hospital para que o atendimento seja rápido caso haja alguma intercorrência mais grave durante o procedimento. Deve-se, ainda, avaliar o local onde será realizada a cirurgia. A maioria dos casos de surto de micobatérias – um microorganismo resistente que pode viver em cânulas mal esterilizadas usadas em lipoaspiração, por exemplo – e de erros que levaram ao óbito de pacientes aconteceu em clínicas e hospitais que não seguiam os padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Conselho Federal de Medicina.

Ao subestimar os riscos, o médico pode colocar a vida do paciente em perigo. Uma cirurgia envolve a correta avaliação do paciente e de seu histórico médico para que os resultados sejam só benéficos – que é o que se espera, afinal, de um procedimento desse tipo. Todo médico deve alertar o paciente sobre a analgesia, a internação, a retirada de pontos, o eventual inchaço, as dores e o processo de cicatrização. O paciente, por sua vez, não pode tratar a cirurgia como se fosse um passeio de fim de semana. Omitir do médico o uso de remédios ou substâncias químicas, não informar sobre suas reais condições de saúde ou esconder outros fatores sobre os quais é questionado pode trazer complicações.

Ao subestimar os riscos, o médico pode colocar a vida do paciente em perigo.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Conselho Federal de Medicina (CFM) permanecem vigilantes para regulamentar os procedimentos de segurança para as cirurgias. Desde 2003, por exemplo, existe uma Resolução do CFM para o tipo de cirurgia plástica mais feita no Brasil, a lipoaspiração. Entre outras coisas, ela limita o volume de gordura a ser retirado do paciente em 7% do peso.

Um grande risco que acomete pacientes que buscam a cirurgia plástica está muito longe da mesa de cirurgia: é o de acreditar em milagres. As pessoas que crêem em uma transformação radical por meio da cirurgia ou em uma mudança de vida por conta da intervenção precisam, antes, avaliar esse anseio. O médico deve ser honesto e realista e transformar em perspectiva real a expectativa do paciente. Afinal, a cirurgia plástica não é um fim, e sim um meio para a mudança de algum traço que pode ser melhorado.

O Brasil é o segundo país que mais opera no mundo, perde apenas para os Estados Unidos. Confira no vídeo abaixo, entrevista com o Dr. Pedro Vital, cirurgião plástico do Einstein, que fala sobre os principais mitos e verdades da cirurgia plástica.

Publicado em 04/02/2011


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