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Intestino em desequilíbrio

O estresse e as alterações emocionais podem levar a um problema bastante incômodo: a síndrome do intestino irritável, que tem nas mulheres sua principal vítima

As emoções podem influenciar o funcionamento do intestino. É o que indicam estudos relacionados às doenças gastrointestinais, em especial a síndrome do intestino irritável. O problema pode ser crônico ou recorrente, mas, independentemente de sua frequência, costuma estar associado a algum momento de forte estresse, ansiedade ou mesmo depressão. Pesquisa da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota (EUA), por exemplo, apontou que pessoas que passaram por mais traumas durante a vida – da morte de um familiar a um acidente de carro – estão mais predispostas a ter a doença.

Muito comum na população – quase 50% das queixas em consultório têm a ver com a síndrome –, o problema afeta especialmente mulheres adultas, entre 20 e 45 anos, e apresenta sintomas como cólica, desconforto abdominal, formação excessiva de gases e períodos de diarreia seguidos de constipação. É comum também haver muco nas fezes. A suspeita da síndrome do intestino irritável ocorre após a presença dos sintomas por três meses ou mais – não necessariamente consecutivos – e, principalmente, quando compromete a qualidade de vida da pessoa.

Não se sabe ao certo o que causa a síndrome e não existem componentes hereditários relacionados ao problema. Acredita-se que fatores diversos modificam o bom funcionamento do intestino: alterações no funcionamento do órgão e na flora intestinal associadas a fases de estresse elevado ou aparecimento de doença psiquiátrica.

Medicamentos amenizam e ajudam a normalizar o hábito intestinal e diminuir a dor abdominal. É preciso, porém, incluir algumas alterações na dieta. Evitar alimentos que facilitam a formação de gases é fundamental, como bebidas gaseificadas, algumas leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e verduras (repolho, brócolis, couve, agrião, rúcula), leite e seus derivados. Excesso de açúcar também não é indicado. Para amenizar a diarreia, é importante, ainda, evitar o consumo de bebidas com cafeína e álcool e de pratos ricos em gordura. Se o problema é a constipação, é essencial aumentar o consumo de fibras e água.

O problema afeta especialmente mulheres adultas e a combinação de medicamentos, dieta e equilíbrio emocional afasta os sintomas

Os probióticos, organismos vivos que auxiliam no reequilíbrio da flora intestinal, podem atuar como coadjuvantes no tratamento. Estudos indicam, ainda, que terapias voltadas para a redução do estresse, como yoga, meditação e a prática de uma atividade física regular potencializam o tratamento e evitam que o problema seja desencadeado.



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Publicado em 27/01/2012


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