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Nova técnica aumenta sucesso no tratamento de arritmia cardíaca

O que fazer quando o coração bate fora do compasso, como nos casos de arritmia?

A freqüência do coração é de, em média, 80 batimentos por minuto. Entretanto, nem todos têm esse compasso, que garante o fluxo sanguíneo adequado e, consequentemente, leva o oxigênio ao organismo. Esses são os casos das arritmias cardíacas, ou distúrbios do ritmo cardíaco. Dentre os vários tipos, a que mais chama a atenção dos especialistas pela sua prevalência é a fibrilação atrial. Durante os episódios de fibrilação, é como se o coração tremesse em vez de bater. O número de batimentos sobe vertiginosamente e de forma descoordenada. Comparando com um carro, é como se o veículo passasse de 80 km/h para 300 km/h de repente. Com esse descompasso repentino, o coração perde sua eficiência e passa a bombear até 25% menos do volume de sangue de que seria capaz. Além disso, abre uma brecha para outro problema: o acidente vascular cerebral, o popular derrame. O sangue não bombeado pode criar coágulos que, quando se desprendem, chegam ao cérebro e causam estragos. O risco de acidente vascular cerebral entre os portadores de fibrilação atrial é até quatro vezes maior e pode aumentar ainda mais nas pessoas com mais de 65 anos.

Um em cada três pacientes internados com arritmia sofre de fibrilação atrial. Embora seja mais frequente em pessoas que já têm doenças cardíacas ou tiveram infarto, ela também pode manifestar-se em quem sofre de hipertireodismo, doenças pulmonares crônicas, hipertensão arterial, diabetes e em quem faz uso excessivo de álcool e drogas estimulantes.

Estudos mostram que 66% dos pacientes tratados com a nova técnica ficam livres da doença.

A boa notícia é que os tratamentos para controlar o ritmo cardíaco estão se tornando cada vez mais eficazes. Além do uso de medicamentos, existe uma técnica de nome complexo – a ablação por radiofreqüência – que, por meio do cateterismo cardíaco, pode eliminar os focos responsáveis pelo aparecimento da fibrilação atrial. Um estudo realizado em vários países, incluindo o Brasil, e publicado em janeiro de 2010 no Journal of American Medical Association comparou a utilização de medicamentos para tratar arritmia com a técnica da ablação por radiofreqüência. Após um período de acompanhamento de nove meses, 66% dos pacientes tratados com ablação por radiofreqüência estavam livres dos sintomas, enquanto apenas 16% dos tratados com medicamentos estavam curados. Os resultados positivos da técnica se devem à sua capacidade de neutralizar os estímulos elétricos excessivos que causam o descompasso nos batimentos. Como alternativa aos medicamentos, a ablação é importante para melhorar a função cardíaca e reduzir os riscos de acidente vascular cerebral.

A prevalência desse tipo de arritmia aumenta com a idade e, como a expectativa de vida do brasileiro está maior, a tendência é que os casos de fibrilação atrial fiquem cada vez mais frequentes por aqui. Nos Estados Unidos, a estimativa é que que 2,2 milhões de pessoas sofram do problema. Para esses casos, embora a grande maioria dos pacientes ainda seja tratada com medicamentos, a nova técnica promete mais eficácia e qualidade de vida ao paciente.

Publicado em 27/08/2010


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22/04/2012 21:21:20

Dannieli

olá, meu pai sofria de FA há 36 anos e teve um AVC há mais ou menos 1 ano, fazia uso de Ancoron e marevan, procuramos um especialista em arritmias que pela valiação cardiológica resolveu tentar a ablação, que para a nossa surpresa entrou em ritmo sinusal loo no início do procedimento, ficamos muito felizes e principalmente o médico por ser uma novidade o acontecimento! Mas fazem 5 dias do procedimento e ele sente arritmia com variação de FC, o ecg mostra que continua sinusal sem FA. é normal?

Resposta:

Prezada Dannieli, agradecemos seu contato. Os primeiros três meses após a realização da ablação é um período em que o tecido cardíaco está em fase de cicatrização. Durante esse processo, ainda podem ocorrer arritmias intermitentes, justificando sintomas de palpitações, mesmo que um eletrocardiograma isolado tenha detectado ritmo sinusal. Assim, é muito importante que seja feito contato com o médico que realizou o procedimento. Equipe do Centro de Arritmia do Hospital Albert Einstein.

22/04/2012 13:49:22

ueulen

tenho arritimia cardiaca posso fazer caminhada?

Resposta:

Olá Ueulen, agradecemos seu contato. A presença de arritmias cardíacas, quando bem controladas, não costuma impedir a realização de atividades físicas de leve intensidade, como a caminhada. Entretanto, a liberação para atividade física depende de uma avaliação cardiológica completa. Converse com seu cardiologista, ele poderá orientá-la melhor sobre o seu caso. Equipe do Centro de Arritmia do Hospital Albert Einstein.

21/04/2012 00:24:51

guilherme

Ola, eu nao sei se tem risco ou nao, já fiz eletro nao deu nada, mais acontece raramente , meu coração pula ou bate devargar 2 vezes raramente mesmo... tem problema? e geralmente é no repouso?

Resposta:

Olá Guilherme, Para uma avaliação mais detalhada e precisa, você deve procurar o médico que acompanha seu caso. Só ele pode esclarecer todas as suas dúvidas. Caso queira, disponibilizamos duas formas de indicação médica. Por meio da nossa Central Médica, pelo telefone 11 2151-1233, ou pelo nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx.

     
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