Lucimara Montenegro
Excelente matéria! O Hospital, mantém algum grupo de pesquisa neste sentido, com pacientes (SUS) com câncer de pulmão? Meu tio (pai de criação), que tem 72 anos, fumante durante 55 anos, teve Câncer de pulmão, dignosticado em julho de 2009. Fez quimio e radio, mas não obteve sucesso. Vocês podem nos ajudar, pelo amor de Deus. Pois nos últimos dias, ele não consegue dormir deitado, só sentado no sofá. Ele é paciente no Instituto do Câncer Arnaldo Vieira De Carvalho. Aguardo notícias.
Grata!
Resposta:
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Cara Lucimara, agradecemos seu contato com nosso Hospital. Atualmente, o diagnóstico padrão para todos os tipos de câncer baseia-se em exames de imagem e biópsia do tumor. Eles determinam a malignidade das células cancerosas e quão disseminada a doença está. A partir dessas informações - e conforme o órgão afetado - é definido o melhor tratamento. Hoje, as alternativas são: cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação desses tratamentos.
Mas um novo e promissor horizonte começa a se delinear com a chamada medicina ou terapia individualizada, em que são levadas em conta tanto a genética do paciente como a do tumor, além dos métodos diagnósticos e tratamentos tradicionais. Com isso, cada caso passa a ser único, com características específicas que permitem ao médico estabelecer uma estratégia de tratamento diferenciada, concebida sob medida para a pessoa. Assim, duas pacientes com câncer de mama que tenham, aparentemente, a mesma malignidade e o mesmo nível de disseminação da doença terão tratamentos diferentes, determinados pela sua genética e pelo tipo de seu tumor. Para uma, poderá ser indicada a terapia com hormônios; para a outra, apenas a cirurgia.
Exames genéticos podem estabelecer, por exemplo, quais anormalidades nas células do tumor de uma pessoa com câncer de pulmão estão relacionadas à sua doença. Estudos da genética do paciente ajudam a saber previamente quais remédios podem ser tóxicos. Com isso é possível oferecer um tratamento muito menos tóxico e mais específico para cada indivíduo, potencializando sua eficácia e as chances de cura.
Há matéria sobre este assunto em nosso site: http://www.einstein.br/pagina-einstein/Paginas/o-mesmo-tipo-de-cancer-pode-ter-tratamentos-diferentes.aspx
Caso necessite de outras informações, estou à disposição.
Cristiane F.O.Valenzuela
Enfermeira do Fone Saúde
Hospital Israelita Albert Einstein