Einstein Saúde

Twitter Facebook Youtube Flickr   |  diminuir letra aumentar letra   |  RSS

Quase metade dos brasileiros está acima do peso

A epidemia da obesidade já é real. Para reverter essa história é preciso unir a conscientização da população a programas efetivos de educação alimentar.

O que os aborígenes australianos e os chineses têm em comum com os brasileiros? O aumento do número de pessoas com excesso de peso. Na Austrália, a população que habita a região há séculos poderia se vangloriar, até bem pouco tempo, de ser esbelta e pouco propensa a problemas como diabetes ou hipertensão. Os chineses, com seu costume de andar de bicicleta, garantiram uma vida mais saudável. Ambos, porém, engordaram muito depois de adotar alguns hábitos alimentares e de vida ocidentais.

No Brasil a situação não é diferente. Em três décadas o excesso de peso alcançou metade da população adulta. Em meados da década de 1970, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 18,5% dos homens e 28,7% das mulheres estavam com peso acima do ideal. Trinta anos depois, o percentual saltou para 50% entre eles e 48% entre elas. Os dados indicam aquilo que os médicos já percebem no consultório: o país vive uma epidemia da obesidade. E, se nada for feito, em dez anos os brasileiros terão padrão corporal idêntico ao encontrado nos Estados Unidos, onde o excesso de peso é um sério problema de saúde pública.

As questões ligadas à obesidade ultrapassam a estética. O acúmulo de gordura no organismo aumenta o risco de doenças como diabetes, hipertensão, câncer de pâncreas, além dos danos ao sistema cardiovascular e às articulações. As mulheres desenvolvem ovário policístico com mais facilidade e estão mais propensas a ter câncer de mama e do endométrio.

Já os homens tornam-se suscetíveis ao câncer de próstata. Também são alvos fáceis do acúmulo de gordura visceral, o tipo mais prejudicial ao corpo e responsável pela formação da barriga proeminente. O excesso de peso pode trazer ainda prejuízos para as esferas pessoal e profissional, pois essas pessoas são mais propensas a depressão e ansiedade.

Calcule seu IMC

/swf/calculadora-de-imc.swf, 370, 172, transparent

Emagrecer é a melhor opção. No entanto, eliminar tanto peso e se manter magro é tão difícil quanto abandonar qualquer outro vício. Um caminho é a mudança dos hábitos alimentares, com refeições ricas em frutas, verduras, legumes e pobre em gorduras e açúcares, somada à prática regular de atividade física. Os médicos também lançam mão de medicamentos, desde controladores de apetite até os que reduzem a absorção de gordura pelo organismo, mas, para que sejam eficazes, essas substâncias devem ser usadas por um período extenso. A obesidade é considerada doença crônica e, como tal, demanda tratamento de longo prazo e com controle médico por toda a vida. Outra opção é a cirurgia bariátrica, em especial para aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 35 e outras doenças associadas à obesidade e para os que têm IMC acima de 40 e não conseguem emagrecer com outros tratamentos.

A melhor solução, porém, é iniciar a lição de casa contra a obesidade desde cedo, investindo na educação infantil. O sobrepeso já atinge 30% das crianças entre 5 e 9 anos no Brasil. E muitas já apresentam colesterol ou níveis de açúcar no sangue alterados. Ensinar essa geração a ter refeições nutritivas e se exercitar é o caminho para mudar de vez essa história de excesso de peso.

/swf/info_cores-alimentos.swf,690,500,transparent

 

Publicado em 01/04/2011


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.