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Um corte na obesidade

Estados Unidos autorizam cirurgia bariátrica para pessoas com obesidade moderada. Uma medida que em breve deve chegar ao Brasil.

Acaba de ser aprovada nos Estados Unidos uma nova regulamentação que autoriza o uso da banda gástrica no tratamento da obesidade moderada. Isso significa que pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) a partir de 30 e que tenham alguma complicação relacionada ao excesso de peso podem fazer a cirurgia que diminui o volume interno do estômago por meio da colocação de um pequeno acessório no órgão. O procedimento garante a redução da quantidade de alimentos ingeridos. A medida adotada por lá deve em breve virar realidade em outros países. Por aqui, a legislação permite apenas que aqueles com IMC a partir de 40, ou 35 com doenças associadas, sejam submetidos a esse tipo de cirurgia.

A cirurgia bariátrica é um procedimento feito com sucesso atualmente. Existem técnicas que reduzem o tamanho do estômago (por banda gástrica ou grampeamento de parte do órgão), fazendo a pessoa comer pequenas porções, ou que diminuem o caminho entre o estômago e o intestino, resultando em um aproveitamento menor dos nutrientes.

Até pouco tempo, quando se falava em cirurgia bariátrica se pensava em pessoas extremamente obesas. Esse conceito começou a mudar quando se percebeu que o procedimento ajudava na diminuição dos danos causados ao organismo pelos quilos a mais, como colesterol, pressão alta e, especialmente, diabetes tipo 2. Não que a cirurgia seja sinônimo de cura para quem tem diabetes, mas ela tem se mostrado uma maneira eficiente de manter a doença sob controle.

Existe um outro fator que tem feito da cirurgia uma esperança para os que dependem da aplicação de insulina para manter os níveis de glicose no sangue. Os pacientes diabéticos submetidos à cirurgia de redução de estômago liberam no sistema digestivo uma quantidade maior de incretina - substância produzida no organismo que estimula o pâncreas a fabricar insulina - reduzindo assim os níveis de açúcar naturalmente e liberando o paciente do uso do medicamento.

A cirurgia bariátrica é um procedimento feito com sucesso atualmente. Existem técnicas que reduzem o tamanho do estômago ou que diminuem o caminho entre o estômago e o intestino.

Apesar de os resultados positivos dessa cirurgia na luta contra a obesidade, o comportamento e o lado emocional de cada um são os fatores mais importantes, pois de nada adianta reduzir o tamanho do estômago se não houver uma mudança na maneira de pensar e agir. Quem passa por esse tipo de cirurgia costuma ter um menor aproveitamento de uma série de nutrientes e, por isso, tem mais risco de ter anemia, carência de vitamina B e até perda de massa óssea. Para que isso não ocorra é preciso investir em uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e legumes, e em uma atividade física regular, que ajuda a manter os ossos fortes e calcificados.

Em geral, o emagrecimento acontece de forma mais acelerada nos 12 primeiros meses após a operação. Depois disso, o corpo vai encontrando seu equilíbrio novamente. Há casos, inclusive, em que as pessoas voltam a engordar. Daí a necessidade do apoio de um psicólogo e de um nutricionista, além do médico, para se manter firme na adaptação à nova vida e ao novo corpo. Só assim é possível atingir a meta de toda e qualquer pessoa que luta contra os ponteiros da balança: manter-se magro e saudável.

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Publicado em 08/04/2011


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